Maquinetta, foi uma noite para lembrar: viva, calorosa, barulhenta e cumplice, como o rock devia ser sempre.

Por Miguel Martins

4 – Julho – 2025

Na última sexta-feira, o submundo do Musicbox Lisboa transformou-se numa verdadeira Maquinetta sonora — um encontro explosivo a casa cheia entre Hetta e Máquina, que mais uma vez provaram, juntos, que o underground português continua feroz e cada vez mais indispensável.

A abrir, Hetta trouxe uma descarga de energia pós-hardcore, um soco bem dado, mas também um abraço coletivo, com a plateia a devolver toda a intensidade como já habituou. Uma atuação crua e sem filtros — exatamente como se quer e onde ainda houve espaço para saborear novos temas dum novo album prometido.

Depois, os Máquina elevaram a temperatura com o seu noise rock krautrock techno hipnótico, entre batidas industriais e ambientes densos que pareciam engolir o espaço. A química em palco manteve a multidão num transe pulsante, onde o seu calor se fazia sentir até por quem lá fora à porta um cigarro fumava.

Maquinetta, foi uma noite para lembrar: viva, calorosa, barulhenta e cumplice, como o rock devia ser sempre.