Hazing Lungs

The Great Mycelial Expansion

Por Diogo Miguel

Imagem por Ana Torres

20 – Fevereiro- 2026

O arranque de 2026 fica marcado pela ascensão do lodo portuense. Com o lançamento oficial de “The Great Mycelial Expansion” no passado dia 30 de janeiro, os Hazing Lungs deram início a uma contagem decrescente de peso e distorção. A apresentação oficial do disco tomou conta do Woodstock 69 (Porto), numa noite partilhada com Agitat Solum, seguindo-se o assalto às Xapas Sessions em Paredes de Coura, no passado dia 13 de fevereiro.

É com este rasto de esporos e fuzz ainda fresco que mergulhamos na análise alienígena do seu álbum de estreia:  

Caso os Hazing Lungs não sejam uma referência do Sludge Stoner Doom nacional, facilmente chegarão nos próximos tempos. Com “The Great Mycelial Expansion”, o quarteto portuense invoca todos os deuses do fuzz e mais alguns, onde o sludge doom se une aos seus lados mais ácidos e psicadélicos, para conviverem num habitat longínquo extraterrestre. 

Se o Amerijuanican dos Bongzilla fosse raptado por uma sociedade alienígena, onde não faltaria tetrahidrocanabinol empurrado com a força dos quase homónimos Leather Lung, misturado ao lado micélico dos saudosos Acrimony, teríamos quase de certeza como resultado o som desta epopeia Doom. – Sempre intensa e cheia de riffs pujantes, este EP não passa dos 30 minutos físicos, no entanto mentalmente leva-nos para muito além disso com os seus delírios controlados, que enfeitiçam e hipnotizam. 

Deixem-se levar pela expansão do micélio e o peso dos seus esporos, prontos para expandir a mente de todos os seus reféns com mais uma dose de psilocibina bem densa, que nos faz movimentar como um pêndulo acertado, corrosivo e sempre expansivo.

Bem, o micélio está espalhado e, a julgar pela devastação, a expansão está apenas a começar.