"Do Regresso à Estreia: Ocultara e Greengo"

Por Diogo Azevedo

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06 – Dezembro – 2025

Mais uma semana, que já se sente na pele que se aproxima mais um daqueles fins de semana duros de doer!! Não fosse a estreia dos Ocultara e o regresso tão aguardado dos Greengo.

Ambos projetos do Porto e ambos em casa, nada melhor que começar e regressar na companhia dos seus no palco do Woodstock69 (sim, eu adoro este bar, dá para rockar e jogar bilhar… julguem-me… abraço Toni e companhia ).

Lá fui eu mais uma vez, com a câmara embrulhada numa t-shirt preta qualquer dentro de um totebag rumo a São Roque, primeira paragem Ocultara.

Estrearam, prometeram e entregaram, desde peso a gesso, não faltou nada. Oriundos também do Centro Cultural STOP, nasceram do melhor que STOP tem para oferecer, amizade!

Três amigos de longa data começaram Ocultara como a maior parte das bandas começam, dão o toque, marcam umas jams, de jams passam a ensaios e de ensaios felizmente passaram a este concerto (que no final deste, deram que falar pela positiva obviamente, não tivesse sido o mesmo, uma estreia do crl!).

Numa mistura de riffs hipnóticos, lentos e pesados que para além de darem que falar entre o público, certamente deram-lhes uma boa dor de pescoço na manhã seguinte, que vibraram com eles desde o começo.

Um trio que pareceu uma orquestra para os felizes coitades que estavam em frente daquela muralha de colunas e amplificadores, que uniram ambas as bandas num só lema: “Morte aos vossos timpanos!”

Sampaio na guitarra e voz, Toni no baixo e Miranda na bateria, marcaram, no bom sentido, todos os presentes e que certamente será o primeiro concerto de muitos para este novo projeto portuense. – Fiquem atentos pois quem avisa, vosso amigo é!

inda no rescaldo do concerto passado, o público não teve descanso e já os Greengo, preparavam a artilharia deles para mais uma vez, abalar os alicerces do Woodstock69. Desta vez Martelo contava com 3 amplificadores (2 de guitarra e 1 de baixo), tendo Chaka o comando da bateria. Para quem não vive debaixo de uma pedra, são nomes já assentes no underground, não só portuense mas também nacional, graças aos projetos entre eles partilhados também de Krypto e Cobrafuma. Mas é em Greengo (que a meu ver) a sinergia deste duo tem mais por onde respirar, duas máquinas prontas a levar qualquer mesa de som ao limitador. E felizmente não me enganei, um concerto que trouxe boas memórias a todes os presentes com temas como “Big Bikes” e Heavyman” que já ecoavam na nossa cabeça desde da última apresentação da banda ao vivo a meados de 2021 (se não me engano). Nem sei se devo descrever o que é Greengo ao vivo, mas se ainda não tiveram oportunidade, opah tenho muita pena vossa! Rezem que não foi um concerto único e que não parem por mais uns anos. Até lá ouçam o EP deles “Dabstep” e deem asas à vossa imaginação!