"Gatafunho + F de Vaca : Mini Brutal Fest"

Por Marta Naia

Imagem por Miguel Martins

07 – Novembro – 2025

Primeiro dia do Mini Brutal Fest nas Damas, e logo ali se viu que a coisa vinha em dose dupla: o devagar e o caótico, o sonho e o estoiro.
F de Vaca abriram a noite com o seu dream pop de tristeza bonita — guitarras e sintetizadores a flutuar, vozes que se cruzam num quase mantra. “A tristeza só prova que tudo me cai bem”, e o público pareceu concordar: metade se foi sentando no chão, entregue ao embalo.

Foi só a terceira vez que tocaram juntos, mas já soam a quem sabe onde quer ir. O álbum sai para o ano, e promete continuar este transe suave.

Com a sua urgência punk e mostrando que sim são simpáticos em qualquer lado, Gatafunho, direto do Porto, entraram como quem acende um rastilho. Microfone no público de mão em mão, suor e energia comunitária revelaram os já conhecidos hinos instantâneos do mosh pit: “eu sou isto e aquilo”, ou o glorioso “atirei o pau ao facho”. Caóticos, contagiantes e cheios daquela energia que faz lembrar porque é que o barulho continua a ser o melhor remédio (porque o facho AINDA não morreu).
Para quem lá esteve pode chorar de alegria, pois teve a oportunidade de adquirir em formato k7, o primeiro e tão aguardado album “GATAFF”. Para os restantes, podem ouvi-lo desde outubro em formato digital nas plataformas amigas dos artistas!
Entre mantras e murros de som, a noite fechou com uma certeza: o Mini Brutal é pequeno só no nome.